sa Porcelanas
A arca musgosa, ao lado dos lagartos
e do acónito, dormente de areias
benignas, o que é? Um girassol lunar
pode ser a sua quantidade adormecida.
Os olhos que despe tranquilos
e anónimos que por algum tostão
não lutam, o que são? O trovão de barro
seriam e o sono envolvido no branco
do olho insidioso.
Em vão a sombra ilesa convida a fala.
Não espera, nem dorme. Pois era
sobre o forno a cara tosca, ou seria
a cara branca do destroço.
Distraído por quilómetros e quilómetros
a brancura pudera ser frívola dos
pratos, e o fogo perdulário
ronca cómodo no casulo das horas.
É a neve frívola dos pratos
amontados contra as bancas em imagem.
Nenhum saber métrico, nem uma folha prática
em que o mistério do vento escarneça.
Deitada a luz celeste, a harmonia.
É o homem das chaves, sonambulamente
descuidado e a meia
farda, rondando a noite e perdido
das coisas como postas num passado.
É o homem das chaves, o relógio
das leves meias horas.
Esses vultos numa rua morta,
chamemos-lhes tílias, hão-de ter alguma moral
da noite para o dia, pois
precedem alguma beleza e são a beleza que se segue
ao eclipse que as traz do dia para a noite. Alguma
coisa revive nos seus joelhos, quando
são a cilada e a delonga, a moratória e o mata-boi
que acolitam a oficina,
e esta vindo no em-redor
e imprópria em si, como uma caricatura sacra.