Rascunho Etnográfico
Na furna cheirosa,
esse forro do útero com balcões altos
impraticáveis sobre o cineminha.
Dos seus escuros fundos
envolvidos em canela,
a que resmunga ao comprado
atende com a chave do abisso.
A essência da verdade, pendurada
nesta árvore das penas; graça
não ser hóspede a pobreza afectuosa,
nem o sopro e o vinho
das sepulturas, o céu
que foge. Atrás das pa
lavras, as negaças
de um poêma, de pé
atrás, La Cie.
Vagam sentados os moços,
e as moças sentadas, que de algum lugar
vêm às escadas, elas o envés
deles e eles o delas, na harmonia
de calão e facúndia que puxa por cordéis
uma verdade, uma mentira longínqua.