a candlestick maker
Quando a fodi à canzana
contra o peitoril da janela
alta, ela engrolava sentimentos
em frente de umas brechas de céu.
Não citou Chaucer, nem pôs o dedo em linhas tópicas
da literatura ocidental. Nada
diria, tivesse a cona embora
cheia de ar. (Visto o que
nos movemos para outra
mais decorosa posição).
No chão — depois de alguns sonoros
borborigmos vaginais — deu um mais apertado estojo
ao instrumento.
Não sendo todavia ninfa em Sintra
e eu o pastor
ou o flautista da rata,
vestiu-se com o sentimento fácil.
Sábado feito, modéstia autêntica,
e despediu-se.
O amor apaga a sombra com a sombra,
vem da sua vontade, aguarda-o a casa
na vereda, as graças admoestadas.