a butcher a baker

Eu fodi uma mulher a dias.
Na fábrica, num sábado de manhã.
Lavava-se, depois
do serviço feito, sobre o bidé,
os lombos divididos pelo entrançado das vértebras
que continham a massa enxuta das cócoras.

Via-se da mama pelo sovaco
o mamilo roxo, gretado e pungido,
e um tufo de pentelhos pretos. Também o rego
escuro do cu, a meio das nádegas.

Ia ela a erguer-se com todos os seus músculos,
a pele esticada e brilhante de água,
sem consciência, ou com ela abandonada
aos gestos da limpeza.
Ainda afadigada, com o cabelo
escorrido e pegado ao crânio.

Quando a fodi à canzana
contra o peitoril da janela
alta, ela engrolava sentimentos
em frente de umas brechas de céu.