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I
O Camões de Garrett (1825) abre com a invocação da Saudade. Com a celebrada colecção de oxímoros surgem as primeiras designações geo-étnicas. São uns usos poéticos, que o neo-clássico recomenda. Podem ser perífrases, metonímias ou sinédoques — se metáforas, vigiadas —, que referem no território da «raça» a anterioridade originária da comunidade política que o habitará (Sena, Tejo, Thamesis, Britânia, Sicambros…). As nações, dir-se-ia, começam por ser produtos da terra que é a mãe dos necessários. No caso, tais usos definem a nação como uma unidade étnica de base, recoberta por um Geist cultural característico:
Abruptamente, e fazendo momentaneamente coincidir passado e presente, por mediação de uma interpelação, neste ponto impossível de decidir se dirigindo-se ainda à Saudade ou já ao leitor, apresenta-nos o Camões o primeiro quadro da sua narrativa.
É afinal Camões, não Garrett, quem chega, e da Índia. O narrador saudoso destaca-o de todos. Nos rostos destes «debuxada / se vê pulando a mágica alegria»; aquele «quase insensível jaz». id.: 6 Gesto senhoril, anuviado pela melancolia, e denotando a «cordura ousada» de quem ao perigo não foge e não cometera jamais um feito indigno ou vil; cicatriz que apagou um dos olhos que o lume do engenho ateou — tais são os traços destacados do «gentil guerreiro»4. Mais interessante é porventura o contorno de um espaço de intimidade que absorve um Camões reconhecível pelo ícone, posto seja acomodado ao topos do desconhecido que acumula traços de excepção, e se exprime numa fala surpreendida como «eco do interno pensamento». O acesso a este espaço, como um análogo daquele em que o pensamento fala ao coração, é tanto um privilégio do leitor como uma competência que se é obrigado a atribuir-lhe.
Adiante-se que o delineamento da intimidade acedida, a confusão de planos diegéticos e discursivos, imitatio uitæ e imitação do texto, extensões da exemplaridade, em conjunto parecem facilitar a posse do leitor sobre o texto a ler. Noutra perspectiva, focar-se-ia o poder canónico do texto de base — e depois do texto tout court: faz 'Garrett' como 'Camões', o 'leitor' faz (como) 'Camões', e vemos o próprio 'Camões' a fazer (como) 'Camões'. O texto daria origem não já a leituras mas a algo de semelhante a «comportamentos». Não importa tanto considerar a actividade de um leitor que esforçadamente preencheria os gaps textuais e restituiria o texto à sua coerência profunda (assuntos e fabulæ em sua hierarquização devida, de resto simples), quanto a colocação de um leitor nesse espaço genérico como código ou programa do poema, e já da Poesia — como lugar «burguês» da sua produção, e como estabilidade cultivada da sua interpretação, cf. Kittler 1990 a que não são alheios os processos mais conspícuos da chamada (nas academias anglo-norte-americanas) «literatura da sensibilidade». Assim Garrett que lê Camões, que escreve Camões com Os Lusíadas, e que vimos confundir-se com o vates; assim a revisão biográfica que 'Camões' empreenderá da sua epopeia; assim a posse antecipada do texto pelos topoi do segredo e do incógnito (mas também das lágrimas) — e assim todos os passos em que quer o texto de 'Camões', quer o de Garrett, e à sua imagem, se sugere falado pelo leitor entre o «interno pensamento» e o «coração»5. Uma altercação entre o herói e o «torvo mestre» que «dessa fazenda» como Jau6 não quer levar a terra, por um lado está na origem de uma reflexão «rousseauísta» e, por outro lado, permite a intervenção de um «anjo de paz» que verte o «mel suave / da branda persuasão» sobre as «azedas iras». Eis a reflexão, que isola a poesia do mundo para a configurar como intimidade da leitura, «espaço» onde «o primeiro impulso» se restituiria à sua natural imediatidade de origem, por isso que é re-conhecível (natureza e natureza humana):
O «anjo de paz» é um religioso que a Providência destina para confidente de Camões. Fora conquistador com Cortez; expia em «pardo burel» os crimes de então. id.: 17 Inicia-se por este passo um complicado movimento textual, a que, correndo o risco de o sobrecarregar de sentido, cabe ainda o nome de revisão. A intervenção do religioso continua a caracterização de Camões. Camões continua a ser transposto para uma forma mista — é o cavaleiro e o burguês —, como se a segunda identidade fosse herdeira da primeira. Assim, a sua delineação como forma de leitura (da insociabilidade aparente e da excepcionalidade patente, ambas românticas, à interioridade) aceita a noção de «cordura ousada», deixando-se a espada relevar finalmente pelas letras, e de tal modo que no ícone a cicatriz parece ser já um sinal delas: «Desses olhos que a luz ateou do engenho, / Quem uma das luzes apagou?» id.: 6, eu sublinho. Os valores da paz, persuasivamente introduzidos pelo futuro confidente, afirmam essa herança; e a renúncia ao duelo repetir-se-á adiante entre o herói e o seu rival, numa parada de abnegação que conduz ao reconhecimento mútuo7. Em geral, o cavaleiresco é forçado à sinonímia com «sensatez» e «boa vontade». Finalmente, e entre outros exempla, refiram-se a caracterização encomiástica de D. João II como «rei constitucional» id.: 96-7 a as posições de D. Aleixo, armado de «honrada singeleza» id.: 73, enquanto conselheiro do iludido e belicoso D. Sebastião8. Neste processo, o juízo mitigado de barbárie, de quando em vez emitido sobre o Luso contemporâneo de Camões, marca uma mediação: compreende como seu o passado — assimila-o como seu —, tornando-o literário. Com efeito, esta consequência estética da revolução vintista (assim avalia José-Augusto França o Camões) faz-nos assistir ao nascimento da literatura moderna «romântica» e «burguesa». A «literatura burguesa» revê como matéria sua o prestígio «político» e «humano» que a pode promover: o cavaleiresco, o sagrado de que se afiança familiar (convento, sepulcro e eternidade), a profundidade do sentimento (exemplificável no amor que permanece para além do túmulo) e o grandioso sublime em geral, todavia contíguo do lar e do melodrama, seja este o horror da descida de Natércia ao sepulcro e do herói após ela, seja o bíblico do Livro de Job parafraseado, seja a Natureza desmedida e nocturna, ou finalmente a renúncia dos rivais à inimizada e as lágrimas de Jau… Mas a continuidade entre religião e literatura, e entre os valores «cavaleirescos» e a mesma «literatura», expande-se ainda não apenas pelas tópicas e figuras que tornam equivalentes «burguês» e «humano» (não é apenas a mútua consistência do convento, do palácio e da natureza); propõe também a revisão civilista do próprio Amor, transplantando ab initio as matérias do «melodrama» para a esfera política. Após uma visão, 'Camões' irá realizar o seu amor humano como amor da pátria, servindo-a na Índia e escrevendo Os Lusíadas; e esta viabilização literária, em espaço e com figuras do sagrado, é independentemente confirmada por Natércia, anjo de quem outro anjo é confidente. Cito primeiro da visão vocacional de 'Camões', e, em seguida, da carta de Natércia, tão falada, posto empiricamente escrita, que iguala as declamações de Madalenas e Marias no Frei Luís de Sousa.9
II
Central no Camões é certamente a revisão de Os Lusíadas. A viagem do herói, pelo próprio contada, repete a do «grande Vasco» em forma e em substância: «Próspero o vento foi. Por esses mares / Que humana geração jamais abrira, / Seguindo fomos o atrevido estreito / do grande Vasco». id.: 51 Entretanto, assiste-se a uma transformação geral do histórico (do narrativo) em geo-gráfico: algo afim de uma globalização,10 raramente entrecortada por episódios, avultando neste caso a reiteração, em instância biografista, do do Adamastor, de resto concordante com o tópico do dar novos mundos ao mundo: «— Ó gente ousada, / Mais que tantas no mundo hão cometido / Empresas grandes (…) / De tão longe / Vindes quebrar meus términos vedados», etc. id.: 53 e ss. Desterrado da «cidade de Albuquerque» pela crítica cívica do «descaimento» e da «baixeza» em que a teria encontrado, vagueia o vate de terra em terra, arriba à gruta solitária de Macau — ocasião de um aflorar da «religião natural»11 —, para receber a inspiração de Os Lusíadas, que, de seguida, como se sabe, salvará a nado. A leitura da epopeia propriamente dita dá origem à paráfrase do texto camoniano, que ocupa dois cantos (Sétimo e Oitavo), entremeada de citações literais, que, quanto mais extensas, obrigam o texto de origem a conformar-se à ausência de «consoante», típica do texto de chegada:
A intercessão de Vénus é parafraseada, com citação ocasional, e expandida id.: 86-8 e mais expandido ainda é o episódio da «linda Inês», esse epítome da sensibilidade, universalmente admirado:
O canto Nono é reservado ao reconhecimento
prometido pelo monarca, às solidões de Sintra —
«Ali no mais solene das ruínas / E no mais alto (…)»
id.: 107 — e ao encontro
aí marcado pelo conde a 'Camões'. O Canto Décimo
é reservado às intrigas dos «bonzos»13,
que
levam ao esquecimento de Camões, a Jau pedindo esmola para seu
amo e amigo, e à morte do herói com a pátria.
III
O Luso que desconhece a sepultura de Camões
é certamente o Luso que se desconhece como Luso. Dir-se-ia que
existe enquanto tal numa unanimidade irreflectida que lhe não
é culturalmente restituída, mas tão-só
reconhecida pelo falhanço de cultura assinalado pelo escolho
onde se quebra a lira que as mãos do exilado ergueram uma
vez derradeira. O canto da cultura desemboca num
brado último.
O verso decoroso, muito relutante a usos modernos, reflecte a seu modo a acção cultural dessa tipografia para que encontra a perífrase das 'germanas artes'. O international style neoclássico — grosso modo circunlóquio e hipérbato — é como que um equivalente dos «factos tipográficos» na medida em que é dicção comum, não estranhável, translocal e transtemporal. É um medium evocativo, circunloquialmente tecido como uma rede de perífrases e metonímias desmaterializante, o quantum de impropriedade para ser poético e próprio — uma «deidade menor» da razão, que se supõe em acordo com o evocado. Como se testado pelo tempo, e numa espécie de reversão metaléptica, brotaria do próprio evocado. O nome 'Camões' conduz à perenidade da língua que, numa epopeia por gente interposta, se antecipou geo-grafia. Estou perspectivando deste modo a matéria do Camões pelo avesso dos seus procedimentos diegéticos. De facto, se o medium da evocação, hoje para nós demasiado notório, se torna tão invisível, tão puro meio, como a tipografia universal, é de outro modo (não diegético) que o consegue. Tudo assenta na fulanização «romântica» de Os Lusíadas, transformados no infortúnio de Camões16. O poema é muito efectivamente um melodrama, e, como todos, regido por um «código» que produz os segredos e as intimidades da natureza humana, suscitando «simpatia» e educando para a «simpatia». O nome 'Camões' conduz à perenidade do humano. Neste processo tem toda a importância o leitor que deixaria de importar em absoluto como Luso. De facto, (i) ao re-produzir uns Lusíadas legíveis (ou antes, a legibilidade de Os Lusíadas), o autor transforma-se numa espécie de editor que cede ao leitor — que está sendo constância de ser Lusíadas — uma parte considerável da sua autoridade sobre o texto. Os Lusíadas assumem em Camões a forma de um conjunto de citações conhecidas (não importa que empiricamente e antes do Camões o não fossem). Camões inventa para Os Lusíadas uma continuidade de uso, e procede à sua revisão nos termos de uma prosopopeia pela qual a epopeia se torna nacional e 'Camões'. No seu novo suporte tipográfico, Os Lusíadas personalizados em 'Camões' (o ícone nacional) dependem desta leitura colectiva (imaginária) de que saem — internamente reflectida pela leitura de 'Camões' ao colectivo da corte de D. Sebastião, nas amenidades de Sintra. O texto (ii) apoia-se em várias configurações da individualidade inefável, culturalmente partilhadas e em partilha (autor, discurso que verdadeiramente sai de um íntimo, incognito, visões, reticências, segredos soturnos, túmulos, interioridades), que têm a sua melhor expressão na coincidência das figuras paradigmáticas do autor e da personagem. Camões é uma amostra da estabilidade interpretativa que se força a decorrer de uma suposta vocação da cultura para a estabilidade (para a revisão); o verso neoclássico torna-se neutralidade, naturalidade, ou invisibilidade tipográfica. Comunica sem materialidade em que tropece; e, produto da reflexão cultural, o colectivo de leitores parece ser um análogo da comunidade irreflectida que lhe teria estado na origem. Essa associação entre 'autor' e 'leitor' — tão estreita como a do 'Luso' a 'Camões' — define a poesia moderna não tanto pelo mundo, pela nação, pela língua, ou pelo túmulo ignorado do vates, como pela intimidade burguesa que se corporizou na família nuclear enquanto «código» produtor da natureza humana. Kittler, 1990 Neste sistema a saudade assume a importância que lhe advém de permitir articular o passado histórico e o presente doméstico, o público e o privado (é certo que até se transformar em sepulcro ignorado de si mesma). Lembrar-se-á, de resto, que a conversão de Os Lusíadas em biografia resumível pela Saudade da Invocação se alarga no Camões a Bernardim Ribeiro, de quem, nos ermos de Sintra, igualmente se converte a literatura em «vida romântica». A saudade, absorvendo então a soidão cf. Saraiva & Lopes, 199617: 684 ss integra decididamente a feição cultural característica do Luso na hermenêutica pessoalista assistida por aquele leitor que «produziu» o «melodrama» garrettiano. Esse «código» funcionaria também, portanto, como um modelo de compreensão do passado. Neste ponto, é de assinalar a sujeição do verso neoclássico à dicção «natural». O verso integra hesitações da fala (ou já do pensamento), reticências, interrupções, silêncio — o entendido como sub-entendido ou pré-entendido sobre as bases de uma humanidade comum. Os exemplos seriam inúmeros:
Esta poesia da intimidade, melodrama e instrumento de citações conhecidas (objectos, portanto, de conversação), ao sobrepor-se a Os Lusíadas dá-se certamente o papel de «musa e guardiã da memória colectiva da nação» Hartman, id. para, ao que nos sugere, acabar por ser a poesia e, finalmente, toda a nação como língua que lhe sobrevive — em pura geo-grafia (Amazonas) e em tipo-grafia pura. Concomitantemente, isso que se faz a Os Lusíadas não é apenas uma edição comentada, também das suas «belezas» ou dos seus «lugares selectos» (no caso da Citereia seduzindo o Pai dos Deuses — novo Retrato de Vénus — e do episódio de Inês de Castro, verdadeiras reproduções do original); é ainda uma liricização do épico, adequada a estes tempos que supostamente não são os da guerra mas os do comércio internacional. A revisão do épico é regida pelo «misterioso numen» da saudade, «voz maviosa», apoia-se subrepticiamente em formas e conteúdos do «melodrama» e dela, paradigmaticamente, brotará uma «cantata» onde o verso branco arrasta consigo, longamente, um refrão (Canto V):
O cânone moderno é aqui (antes da chegada do romance) um cânone lírico. Nem com o acrescento de Camões (e num país de poetas) o cânone da literatura portuguesa poderá voltar a ter este centro irreflectido. Um outro irrflectido centro é 'Jau'. Estranhe-se já a caracterização como «bom selvagem» do subalterno índio do império, que o seu tanto o transforma numa Margarida Gautier (que 'Camões' também é, posto transpareça menos). É lágrimas, dedicação e natureza, como tal ingénuo desconhecedor das «convenções linguísticas».17 Não que patentemente represente o «fardo do homem branco»; apenas que, ponto de fixação do «código», só é um nome de Homem porque lho dão com o de «amigo», e não porque o reivindique ou porque lhe pese como fardo. Despojado de histórias, de dilemas e segredos — de texto, como hoje dizemos —, ao contrário de 'Camões' e de 'Garrett' que sentem dificuldades em serem humanos, nacionais, etc. e têm de sê-lo em cultura e com os materiais historicamente conformados desta, 'Jau' é naturalmente humano, senão natural como o seria a caverna de Macau. 'Jau' é um dos recursos naturais do humano para um 'Camões' que, percorrendo as vias da história planetária, está muito imperiosamente sedento deles: impondo embora ao citado os desvios da metáfora, deve lembrar-se não apenas que exige compaixão e simpatia, mas que o seu nome e glória encherão o universo. Um universo para encher com nome e glória (e este mesmo registo em que se eufemizam as extorsões imperiais) só surge como tal pelo mesmo processo de que se originaram 'Jaus'. O 'Jau' «simpático», e nessa mesma simpatia, é aquele que os impérios do Ocidente devolveram de vários modos à «natureza» enquanto iam escrevendo o mundo. cf. Spivak, 1999 Concluamos como o poema pela morte do herói. A nação pátria merece do Garrett liberal que por ela se morra; porém, nos termos da revisão com 'Camões', temos que este, que a serve nas Índias que ela tenha, vem ao extremo de morrer com ela, não podendo morrer por ela. Este superavit simbólico é, por outro lado, um déficit de Portugal em «nação», o qual, a meu ver, provém do facto de o poder luso ter tido expressão imperial. É assim muito pertinente — textualmente pertinente — que na morte da pátria (e de 'Camões' com ela) a constituição da nação moderna por revisão cultural se veja afligida pelo imperativo de uma imagem conforme a um poder imperial. Pende sobre 'Camões' (sobre a nação lusa) a redução ao ethnos e ao ethos saudoso — a ameaça, diríamos, de ser rever em 'Jau'.18
Anderson, Benedict (19912) Imagined Communities. Reflections on the Origin and Spread of Nationalism, New York-London, Verso. França, José-Augusto (19932) O Romantismo em Portugal. Estudo de Factos Socioculturais. Lisboa, Livros Horizonte. Garrett, Almeida (1825) Camões, Paris, Na Livraria Nacional e Estrangeira. (1826) Parnaso Lusitano ou Poesias Selectas dos Auctores Portuguezes Antigos e Modernos, ilustradas com notas. Precedido de uma história abreviada da língua e poesia portugueza, Tomo I, Paris, Em Casa de J. P. Aillaud. (2000) Camões, Porto, Porto Editora, «Biblioteca Digital. Clássicos da Literatura Portuguesa». Hartman, Geoffrey H. (1997) The Fateful Question of Culture, New York, Columbia University Press. Kittler, Friedrich A. (1990) Discourse Networks, 1800/1900, Stanford, Stanford University Press. Robertson, Roland (1999) Globalização. Teoria Social e Cultura Global, Petrópolis, Editora Vozes. Saraiva, António José e Lopes, Óscar (199617) História da Literatura Portuguesa, Porto, Porto Editora. Spivak, Gayatri Chakravorty (1999) A Critique of Postcolonial Reason. Toward a History of the Vanishing Present, Cambridge-London, Harvard University Press. Weber, Max (1968) Economy and Society, 3 Vols., New York, Bedmister Press. ![]() |
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